Bom dia segunda feira!

Nas bandas de cá, as estações da voz cantam hoje em meus ouvidos, reflexões sobre a nossa capacidade de celebração diante dos desafios.
Celebrar quando uma sombra se apresenta… isso me parece um sintoma da maturidade. Afinal, se for visto, pode ser atravessado, e então pode (apenas pode) não permanecer no ponto cego, encubado, virando doença ou auto-sabotagem. Minha mãe sempre diz que toda merda é em potencial adubo! Basicamente, se eu não a vejo, ela segue fedendo em algum canto…

Somos fortemente educados a celebrar as conquistas, a viver por resultados. Cabe a nós, a aprendizagem sobre como receber com dignidade e sem fricote, as notícias sobre os nossos próprios enroscos e desordens.

Celebrar as vezes pode ser muito, mas talvez aceitar sem deixar o desanimo pesar nos ombros, já pode ser um bom começo.

“Minhas desordens, eu vejo através de vocês os ganhos das horas exigentes, e o quanto posso a cada presente, confiar ou não na minha capacidade de atravessar, para além do desejo de ficar no frescor das horas de calmaria.” Foi com essa frase ecoando em mim, que acordei hoje.

Ser adulto, não apenas em idade biológica, me parece o desafio mais latente para a nossa humanidade hoje. Assim nos lembra a inspirada Ana Thomaz: http://www.amalaya.art.br/.

A maturidade não é um status ou um “bem” que uma vez conquistado está garantido e assegurado por direito. A maturidade é uma possibilidade a cada passo, uma conquista. Lembrando sempre que na sinuosa matemática dos caminhos da vida, as vezes três passos para traz são inevitáveis antes de dar cinco passos para frente.

Mas uma perguntinha: pra frente é pra onde?
Pessoalmente, me encontrei mais com a vida quando me encontrei mais comigo mesma sem tantas crenças e palavras intermediando a relação. Sim, hoje me parece que a quantidade e qualidade de contato que você tiver com você, será a quantidade e qualidade de contato que você terá com a vida.

Um amigo do meu pai, João Augusto Pompéia, fala sabiamente sobre o assunto da “maturidade-apenas-uma-possibilidade” no livro “Na presença do Sentido”, cuja leitura recomendo muito.

Tudo isso me chegou após um encontro inspirador com Roberto Otso: http://www.robertootsu.com/.
É a terceira recomendação do breve texto, mas não menos valiosa. Felizmente, se encontramos no mundo de hoje tanto caos, encontramos também as pessoas lindamente instrumentalizadas para atravessa-lo.

Boa semana a todos!
Desejo muita escuta para cada um, para que a sua voz siga te transportando nas direções de si, nas direções da vida.

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