Play, porque a música traduz o intraduzível sem rodeios: 

Nessa parte vejo meu todo.

Dançando! Dai a alegria de compartilhar…

No plural, no coletivo, no amor que resiste porque existe de verdade. 

Meu corpo sente, algo mudou, renasço.

Eu resisto cantando.

Parece romantico, mas me exige a quebra de muitos dos meus romantismos. E a isso agradeço.

É real e me vira do avesso. E somente porque recebo a gravidade de tudo o que ali pesa, é que pode chegar leve aí.

Assim amo agora também. Criando junto.

Reaprendendo a difícil arte de se relacionar. Agora também no ofício, na arte. 

Ser-em-relação-em-criação. E quando temos saúde nessa criação, das relações e suas travessias, a Música chega, soberana. E passa, soberana, se transforma e nos transporta…

E nós recebemos um tanto farto, indizível e incomensurável. E então nos orientamos para oferecer. Compartilhar. Ecoar. Agradecer.

Eu agradeço cantando. Romantismos à parte, novamente e incansavelmente. 

Uma banda é meu novo trabalho: MANAUMA. Uma irmandade afim da unidade. 

Um feminino afim de ocupar o seu espaço, sem revanche, com amor.

Um masculino que abre caminho, com reconhecimento, sem opressão. 

Um feminino e um masculino que buscam harmonia, chega de guerra. 

Um feminino e um masculino que buscam harmonia dentro de mim. E dentro dos dois homens com quem compartilho essa criação.

Uma porta se abriu. A gente entrou. O corpo se reconhece ali. 

Onde saudar a vida é o que nos move. Messssssmo. De fato. Nas entranhas. Na prática. No volátil que te vejo no longe do mundo…

De fato porque saudar a vida não é uma sugestão temática para nossa criação. 

Mas porque saudar a vida se tornou a vida de cada um de nós. E nesse caminho nos encontramos….

E foi esse caminho, de saudar a vida, a começar pela que me habita, que me trouxe até a mim, e como é bom chegar em mim.

Renascer. Dançar minha voz e por ela ser dançada. Meu corpo sente, algo mudou. E agora sinto isso dançando…!

Salve MANAUMA!

Salve a você que se conecta!

Salve a Música que nos dança!

Sejam bem vindos!

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