Somos muita água

Somos muita água não queira derramar

Lá onde Deus quiser já deu pé

Nos ancora a maré em todo naufragar

É onde Deus quiser que dá pé.

E esse é teu maior presente, não ser onde você quer…

E se você tem algum questão com a palavra Deus,

ponha outra no lugar, a que melhor lhe couber, amor, vida, mistério…

Que a gente não ouse denominar,

nós sabemos do que estamos falando.

Nos ancora a maré em todo naufragar…

É a maré que ancora. É o movimento que enraíza a vida.

Estancou, morreu.

Ninguém tem santo para lhe emprestar

Cada um pode seu tanto na fé

Queira muito e respeite o que vier

Cada um pode seu tanto na fé….

Parte do que te acontece é sua responsabilidade.

A outra parte é tua fé.

Vibração…. Vibração…. Vibra som…. Movimenta o som….

Eu disse fé.

Não religião. Não crença. Não Juízo. Eu disse Fé.

Responsabilidade é tua capacidade de responder ao lhe acontece.

No quântico e na inchada.

Na tua prática e no teu inconsciente.

Queira muito e respeite o que vier…

Respeitar é no peito, não é teórico.

Tira tua vida da arrogante dicotomia: isso eu quero, isso não.

Tem teu tamanho o que lhe acontece.

Tua cor, tua cara, tua vibração.

Te traduz o que lhe acontece.

Te denuncia o que lhe acontece.

Te leva ao próximo passo, o que te acontece.

Infinito próximo passo, para ser em todas as células da tua existência, o que você já é.

É. É. É. Vibração…

Somos muita água

Va até onde da pé

Vida e morte nos liberta da dor

Desinvesti das certezas e insiste no amor

Va até onde da pé. Lembre-se: se afoga quem se desespera…

Vida e morte nos liberta de dor… Gera dor.

Liberta da dor. Gera dor…

Somos luz em forma biológica, composta de cultura,

ancestralidade e vazio, repleto de possibilidades.

Sinta a presença dos teus nas tuas costas.

És a ponta de um funil de luz.

Sente a força da ancestralidade.

É por vocês que eu canto. É pra vocês que eu canto.

Veja o caminho vazio a tua frente.

Feche os olhos para ver o caminho vazio a tua frente.

E tenha coragem de ocupar-se de você para percorre-lo.

E tenha coragem de preencher dele vazio para ocupar-se de você. Você, você, você. É. É. É.

Não dá mais para transferir para o outro. Não dá.

Ocupar-se de você, não do que você faz. Por incrível que pareça, pode estar desconectado…

Desinvesti das certezas e insiste no amor…

Queima tuas verdades na fogueira todo santo dia.

O que sobrar das cinzas, alimenta a terra, que ampara teu corpo, que não mente jamais.

Escolher o amor, é ação continuada. Infinda.

No quântico e na inchada.

Na tua prática e no teu inconsciente.

Escolher o amor é agora. E agora. E agora. E agora. E um outro agora…. apertou? Agora!

Deu pânico? Agora!

Morreu? Agora!

Não se espante tua sina jamais lhe faltará

Teu sentido esta completo

Tua vida te ensina a morrer e

E isso pode lhe amparar

Apenas pode… depende de você.

Não temos mais na cultura rito que cuide das transições, das perdas. Está na mão de cada, como cuidar dessas travessias….

Tire a morte do porão.

Água represada, parada, apodrece.

Afoga a vida essa inundação pelas costas.

Tira a morte do porão. Abre a porta.

Deixa a morte na vida.

Se queremos a vida inteiramente,  precisamos aprender a receber nossa finitude no nossos corpo todo dia.

Ser mortal não é lá quando a gente morre, não. É hoje e todo santo dia. É agora. E agora. Escolhe o amor. Agora. Escolhe o amor…

Não seria justo da vida a porta dos fundos a saída.

Deixa correr os rios das sombras que a morte traz.

Água represada, parada, apodrece.

Em movimento reflete, reluz, lava e leva…..

Não se espante lhe convido para entrar

Da mesma água somos feitos

Meu sentido te desagua 

Minha voz a te banhar…

Por vocês, eu canto.

Por todos que já foram, eu vivo.

E levo a vida adiante. Com a minha voz.

Minha voz a te banhar…


Se eu pudesse dizer uma única coisa a todos os vivos eu dirá:

De vazão a expressão do teu ser!

Deixa correr o rio….

Não coisa de artista.

Não é supérfluo. Não é poesia. É literal. É vital.

Não coisa de artista.

É coisa de quem ta vivo.

Sintoniza no teu prumo a radio

que não para de falar dentro de você. Pipipi, popopo. Quantos anos falando ai dentro? Pipipi, popopo.

No princípio era o verbo. Pois é.

O verbo é criação. Pois é.

Sintoniza no teu prumo a radio

que não para de falar dentro de você. Orquestrar tua sinfonia de silêncio e o som,

é tua missão, está em andamento, você perceba ou não…

Pois moléculas de água se organizam por vibração de som. E nós somos água…

Da mesma água somos feitos

Minha voz a te banhar…

E agradeço a honra. Pois esse é o sentido da minha água, desaguar em você.

Para ouvir o canto-conto:

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